sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Uma vez assim, sempre assim?


João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís Antônio Domingos Rafael de Bragança
...vulgo D. João VI, primeiro e único monarca absoluto do Brasil!
Nome imponente, título mais ainda... diametralmente opostos à sua pessoa.

Tinha medo de siri, caranguejo e trovoada. Era filho de uma rainha louca e marido de uma sardinha na lata, Carlota Joaquina. Atente para os comentários sobre ele:

"Apagado e sem voz ativa"
"Sofria de vertigens e ataques de melancolia, por padecer de hemorróidas."
"Era querido, mas também carinhosamente e tolerantemente desprezado por sua fraqueza e sua covardia"

Pois é, o Primeiro Monarca do Brasil! Que começo hein?!
O Brasil já começou errado, e assim continua. Começou na exploração, e continua nela.
Há sempre um soberano impotente e uma corte sacana. Quando não é um D.João medroso, é um Lula analfabeto...
Quando não uma corte aproveitadora, é um Senado corrupto...
Será que vai ser sempre assim???
É um vício, uma doença, um mau costume grave.
Perdi as esperanças...

3 comentários:

noemi brito disse...

Não sei se me alegro ou se fico triste! Minha filha está amadurecendo, descobrindo que na vida nem tudo são flores! Concordo com ela em número, gênero e grau!
Geração nova mais alerta, isso é muito bom! Chego até ter esperanças ao contrário de Noh! Confiando em voces que estão de olhos bem abertos e podem fazer toda a diferença! bjus
Augusta - mãe preferida de Noh

Tadeu Baptista disse...

Bem, esperança é uma palavra que atrela-se à mudança. Mudança esta que se faz presente, mas é lenta, como o rumo da História, e que nunca é vista pelos presentes.
O Problema Brasileiro - e é nele que sustento a minha linha de raciocínio - está relacionado intimamente com nossa herança, isso é óbvio, mas o que, analogicamente falando, tem maior relação com esse Testamento histórico?
O tal João é produto da sua cultura, assim como o referido analfabeto, ou melhor dizendo, o iletrado - e este é um exemplo vivo de que quando se tem esperança, pode-se mudar alguma coisa, mesmo que seja para pior, ou para melhor, isso depende do observador.
Apelo aqui à Weber e o seu processo de modernização do Estado. O Brasil está evoluindo, mesmo que para alguns isso não esteja acontecend. E outro apelo - agora de produto nacional - faço a Sérgio Buarque de Holanda, em seu tão conhecido 'Homem Cordial', onde, lucidamente, ele demostra o quanto temos esse 'jeitinho' tão, mais tão tão que fico até sem adjetivos para descrevê-lo.
Um viva à cultura! E aos Joões da vida, mesmo que não tenham um sobrenome grande, ou um pé-de-feijão que chegue às nuvens.

Tenha fé nos homens Colombina.

Adilia Flor disse...

Não perdi as esperanças, não ,mas grande parte disso td também é do povo, q vende seus votos ,q não exercem ativamente a força de seu controle popular...constitucionalmente garantido.O problema dos brasileiros é q deixam td pra la...por medo de brigarem ou serem vistos como tais,só a partir do momento q forem lutar por aquilo q é seu de DIREITO, é q esse país muda.Não digo q a culpa da corrupção é do povo ,longe de mim dizer um absurdo desses,mas se fossemos mais vigilantes com aquilo que o Direito nos garante poderia ser um pouco diferente,e pra melhor.

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